sexta-feira, 10 de julho de 2009

Healing a broken heart...

Imagem da Net
.

Às vezes
É preciso recolher-se,
Exorcizar fantasmas,
Lamber feridas
Ruminar a dor...
Tomar um chocolate
Quentinho,
Conversando
Com o Pai de amor.
Aconchegar-se
Num edredom,
Emocionar-se
Até as lágrimas
Assistindo
“As Garotas do Calendário”,
E ficar com a moral
Lá em cima.
Finalmente dormir
De janela aberta
Para ver que o sol
Nasce todas as manhãs,
Trazendo boas novas
E a esperança de
Renovação!

.
neli araujo
2009
.

12 comentários:

Pelos caminhos da vida. disse...

Renovar sempre...

Linda imagem Nely.

Fim de semana de luz para todos nós amiga.

beijooo.

Alice disse...

Neli....vc leu minha alma ??...hhmmm , eu sabia, vc leu !



beijoooooooooooo

carmen disse...

Neli, que bela surpresa!!!

Que lindo layout!

E que bom que as suas feridas foram cicatrizadas e que parou de se lamber... rsrsrs

Bem vinda!!!
bjs

bete disse...

Neli, voce voltou!!!

E pelo colorido, vejo que você está com a alma cheinha de sol.

Que bom miga, fico feliz.

Jacira mavignier disse...

Oi, Nely!

Bom tê-la de volta!!

Isso mesmo, com a moral lá em cima!

Esperança? Você disse Esperança?!?
Eu amo a palavra Esperança e o seu significado...

Beijos e BFS

mulher lua disse...

Neli, comecei de baixo para cima a matraquear-te... ah ah ah

Lindíssima imagem no início do blogue!!!

Menina, páre lá de se lamber, sim?

Ai, ai, ai...

Queres que me endivide e peça dinheiro por aí para me meter num avião e fazer uma busca em São Paulo até te encontrar e dar uns abanões?!

Vamos lá ver se a menina ganha juízo... ah ah ah

Veijios portugaleiros

Gerly disse...

Essa é uma boa receita pra cicatrização. Pena que nenhum cardilogista recomenda. Mas hj vc é a nossa cardiologista.

Um beijão pra vc!

:o)

neli araujo disse...

Queridas Amigas

Aninha
Alice
Carminha
Betuxa
Jacira
Filó
Gerly

Obrigada por sua presença aqui pelo blog. :)
Agradeço os comentários carinhosos,
e as palavras de incentivo.
Tenham um ótimo fim de semana!

beijocas,
neli

dragao vila pouca disse...

Neli, você reabriu e nem disse nada?
Amiga da onça!

Você, pára, para nos surpreender...e surpreende!

Beijinhos

entremares disse...

Não, mais não… não aguento mais…
Mas, por mais que gritasse … a dor não desaparecia, nem se atenuava com as súplicas – uma dor interior, que lhe rasgava o corpo como nunca julgara possível acontecer.
A parte inferior do corpo… já nem a sentia. Primeiro um torpor, uma letargia enganadora que o convencera que aquela etapa seria breve, quase como que um adormecer.
Mas enganara-se.
Morrer, tal como nascer, não era fácil. Nem indolor.
Tentou mover a parte inferior do corpo. Os músculos não lhe obedeceram. Sob a pele, um frenesim de espasmos percorria-lhe o corpo, em ondas dolorosas que lhe toldavam a visão – deixava de ver.
À sua volta, uma névoa de fios brancos envolvia-o num casulo informe, reduzindo todo o seu mundo a um pequeno espaço sem luz, sem sons, sem cor. O final – pensou – é escuro e sombrio.
Uma dor mais aguda fê-lo contorcer-se, agitando-se convulsivamente.
- Já chega… que isto termine já… por favor…
Ninguém o ouviu.
Ninguém lhe atendeu o mudo pedido de um fim rápido.
Pouco depois, perdeu o controle da voz. Sons guturais escapavam da garganta, formando sílabas sem nexo ou sentido. Ao longo do tronco, a superfície da pele abriu fendas, e a vida começou a verter e a fugir-lhe do corpo, numa transformação voraz.
O ar, cada vez mais pesado, anunciava o fim.
Lutou com todas as suas forças, num esforço desesperado para se manter consciente. Mas era inútil.
A escuridão avançou, galopante… e ele deixou de ver. O casulo da morte cercou-o num manto espesso, enquanto o corpo se desintegrava, a um ritmo cada vez mais rápido.
Já não sentia dor, já não sentia nada.
O fim do mundo chegara.
E ele não podia fazer nada para o evitar.
Deixou-se levar…

Abriu os olhos.
Um céu azul brilhante recebeu-o de braços abertos, o sol ofuscou-lhe o olhar e de repente… descobriu que estava vivo.
- Estou vivo… estou vivo…
Estremeceu… e um par de asas douradas imitou-lhe os movimentos. O que se estava a passar ?
Voltou a olhar para o seu corpo… e não se reconheceu. Onde estava aquele ondulado macio, esponjoso, a sua barriga proeminente ? Onde estava a penugem finíssima que lhe cobria toda a parte superior do corpo ? Desaparecera. Tudo desaparecera.
No seu lugar, um par de asas deslumbrantes nascera-lhe no tronco, agora esguio e colorido, levíssimo.
Fechou os olhos, cego de luz.
Um aroma de polens perfumados envolveu-o, em êxtase absoluto.
- Então… morrer é isto… - balbuciou… - nunca conseguiria imaginar tal…
Estremeceu novamente e as asas douradas agitaram-se, elevando a pequena borboleta nos ares, trôpega e insegura.
A larva… toda a sua existência anterior, tal como a conhecia… não passava agora de uma mera recordação, cada vez mais enevoada e distante…
A vida continuava…

Uma leve brisa empurrou-a com suavidade e a pequena borboleta ganhou altura e partiu… rumo a um novo céu… e a um novo destino.

mulher lua disse...

Entremares, fantástico conto!

neli araujo disse...

Gentes queridas,

Dragão
Rolando
Filó

Obrigada por estarem aqui comigo, apesar da distância física!

Obrigada pelas palavras e pelo carinho!

Lua e Dragão, há um hai-kai no meu blog de hai-kais que fala de lua e dragão. Dêem uma passadinha por lá.
O engraçado é que foi escrito bem antes de ter o prazer de conhecê-los!

Rolando, belíssimo conto, que descreve muito bem meu momento de vida.
Obrigada pela sensibilidade em trazê-lo para nosso deleite.

Uma beijoca carinhosa nos 3!