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Às vezes
É preciso recolher-se,
É preciso recolher-se,
Exorcizar fantasmas,
Lamber feridas
Ruminar a dor...
Tomar um chocolate
Quentinho,
Conversando
Com o Pai de amor.
Aconchegar-se
Num edredom,
Emocionar-se
Até as lágrimas
Assistindo
“As Garotas do Calendário”,
E ficar com a moral
Lá em cima.
Finalmente dormir
De janela aberta
Para ver que o sol
Nasce todas as manhãs,
Trazendo boas novas
E a esperança de
Renovação!
Lamber feridas
Ruminar a dor...
Tomar um chocolate
Quentinho,
Conversando
Com o Pai de amor.
Aconchegar-se
Num edredom,
Emocionar-se
Até as lágrimas
Assistindo
“As Garotas do Calendário”,
E ficar com a moral
Lá em cima.
Finalmente dormir
De janela aberta
Para ver que o sol
Nasce todas as manhãs,
Trazendo boas novas
E a esperança de
Renovação!
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neli araujo
2009
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12 comentários:
Renovar sempre...
Linda imagem Nely.
Fim de semana de luz para todos nós amiga.
beijooo.
Neli....vc leu minha alma ??...hhmmm , eu sabia, vc leu !
beijoooooooooooo
Neli, que bela surpresa!!!
Que lindo layout!
E que bom que as suas feridas foram cicatrizadas e que parou de se lamber... rsrsrs
Bem vinda!!!
bjs
Neli, voce voltou!!!
E pelo colorido, vejo que você está com a alma cheinha de sol.
Que bom miga, fico feliz.
Oi, Nely!
Bom tê-la de volta!!
Isso mesmo, com a moral lá em cima!
Esperança? Você disse Esperança?!?
Eu amo a palavra Esperança e o seu significado...
Beijos e BFS
Neli, comecei de baixo para cima a matraquear-te... ah ah ah
Lindíssima imagem no início do blogue!!!
Menina, páre lá de se lamber, sim?
Ai, ai, ai...
Queres que me endivide e peça dinheiro por aí para me meter num avião e fazer uma busca em São Paulo até te encontrar e dar uns abanões?!
Vamos lá ver se a menina ganha juízo... ah ah ah
Veijios portugaleiros
Essa é uma boa receita pra cicatrização. Pena que nenhum cardilogista recomenda. Mas hj vc é a nossa cardiologista.
Um beijão pra vc!
:o)
Queridas Amigas
Aninha
Alice
Carminha
Betuxa
Jacira
Filó
Gerly
Obrigada por sua presença aqui pelo blog. :)
Agradeço os comentários carinhosos,
e as palavras de incentivo.
Tenham um ótimo fim de semana!
beijocas,
neli
Neli, você reabriu e nem disse nada?
Amiga da onça!
Você, pára, para nos surpreender...e surpreende!
Beijinhos
Não, mais não… não aguento mais…
Mas, por mais que gritasse … a dor não desaparecia, nem se atenuava com as súplicas – uma dor interior, que lhe rasgava o corpo como nunca julgara possível acontecer.
A parte inferior do corpo… já nem a sentia. Primeiro um torpor, uma letargia enganadora que o convencera que aquela etapa seria breve, quase como que um adormecer.
Mas enganara-se.
Morrer, tal como nascer, não era fácil. Nem indolor.
Tentou mover a parte inferior do corpo. Os músculos não lhe obedeceram. Sob a pele, um frenesim de espasmos percorria-lhe o corpo, em ondas dolorosas que lhe toldavam a visão – deixava de ver.
À sua volta, uma névoa de fios brancos envolvia-o num casulo informe, reduzindo todo o seu mundo a um pequeno espaço sem luz, sem sons, sem cor. O final – pensou – é escuro e sombrio.
Uma dor mais aguda fê-lo contorcer-se, agitando-se convulsivamente.
- Já chega… que isto termine já… por favor…
Ninguém o ouviu.
Ninguém lhe atendeu o mudo pedido de um fim rápido.
Pouco depois, perdeu o controle da voz. Sons guturais escapavam da garganta, formando sílabas sem nexo ou sentido. Ao longo do tronco, a superfície da pele abriu fendas, e a vida começou a verter e a fugir-lhe do corpo, numa transformação voraz.
O ar, cada vez mais pesado, anunciava o fim.
Lutou com todas as suas forças, num esforço desesperado para se manter consciente. Mas era inútil.
A escuridão avançou, galopante… e ele deixou de ver. O casulo da morte cercou-o num manto espesso, enquanto o corpo se desintegrava, a um ritmo cada vez mais rápido.
Já não sentia dor, já não sentia nada.
O fim do mundo chegara.
E ele não podia fazer nada para o evitar.
Deixou-se levar…
Abriu os olhos.
Um céu azul brilhante recebeu-o de braços abertos, o sol ofuscou-lhe o olhar e de repente… descobriu que estava vivo.
- Estou vivo… estou vivo…
Estremeceu… e um par de asas douradas imitou-lhe os movimentos. O que se estava a passar ?
Voltou a olhar para o seu corpo… e não se reconheceu. Onde estava aquele ondulado macio, esponjoso, a sua barriga proeminente ? Onde estava a penugem finíssima que lhe cobria toda a parte superior do corpo ? Desaparecera. Tudo desaparecera.
No seu lugar, um par de asas deslumbrantes nascera-lhe no tronco, agora esguio e colorido, levíssimo.
Fechou os olhos, cego de luz.
Um aroma de polens perfumados envolveu-o, em êxtase absoluto.
- Então… morrer é isto… - balbuciou… - nunca conseguiria imaginar tal…
Estremeceu novamente e as asas douradas agitaram-se, elevando a pequena borboleta nos ares, trôpega e insegura.
A larva… toda a sua existência anterior, tal como a conhecia… não passava agora de uma mera recordação, cada vez mais enevoada e distante…
A vida continuava…
Uma leve brisa empurrou-a com suavidade e a pequena borboleta ganhou altura e partiu… rumo a um novo céu… e a um novo destino.
Entremares, fantástico conto!
Gentes queridas,
Dragão
Rolando
Filó
Obrigada por estarem aqui comigo, apesar da distância física!
Obrigada pelas palavras e pelo carinho!
Lua e Dragão, há um hai-kai no meu blog de hai-kais que fala de lua e dragão. Dêem uma passadinha por lá.
O engraçado é que foi escrito bem antes de ter o prazer de conhecê-los!
Rolando, belíssimo conto, que descreve muito bem meu momento de vida.
Obrigada pela sensibilidade em trazê-lo para nosso deleite.
Uma beijoca carinhosa nos 3!
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