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Pai Amado!
E eu busco a tua presença
No silêncio do meu quarto,
Lugar em que todas as outras vozes
Repentinamente se calam.
Para mistérios tentar desvendar,
Esquadrinho compartimentos
Nunca dantes visitados
Desta minha mente inquieta...
Os tais porões úmidos, imundos,
Tão cheios de teias de aranha,
Que se pudesse trancava-os por lá...
Mas, que não te são ocultos, meu Pai
E é aqui neste sombrio lugar,
Em que o medo me vem paralisar,
Que tu me chamas pelo nome,
E que me mostras as tuas veredas!
neli araujo
13/11/2008
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